Acredita que o povo ainda tem o poder?
Claro. Absolutamente, mas não o utiliza. Têm o poder de votar, de boicotar acções dos governos, de manifestar-se na rua… Mas é preciso união. As pessoas devem unir-se, essa é a única forma que têm para desafiar as corporações, as grandes empresas. Temos possibilidade de lhes bater o pé, só temos de o pôr em prática. A única coisas que as grandes empresas temem – e os governos – são as pessoas, das que, ao fim e ao cabo, dependem. Ficam assustados pela quantidade que somos. Conseguimos enfrentar qualquer uma com um boicote, negando-nos a comprar os seus produtos ou apoiando uma greve. A gente tem muito poder em sua mão mas tem de se unir e utilizá-lo.

Como vê a juventude, já que hoje a maioria dos artistas críticos estão acima dos 50, Bruce, Steve Earle e Neil Young, por exemplo?
Com a excepção de Steve Earle, todos demoramos a ser críticos. E provavelmente uma parte da nova geração será crítica também mais tarde. A nova geração tem a tecnologia para gerar grandes mudanças. Pode ser que venha uma mudança de consciências e nas acções da nova geração.

Entrevista no Deia.



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