Os políticos, os jornalistas e as figuras públicas tornaram-se nos últimos tempos nos alvos fáceis de todos, inclusivamente de políticos, jornalistas e figuras públicas, para erros e enganos, falhanços e más decisões. Como se estivessem no escurinho do cinema a mandar velas para queimar a tela de um filme ou tomates a um actor que ocupa um palco, os anónimos deste mundo, aplicam as suas decisões, cumprem o seu português, decidem os erros dos magistérios e dos magistrados, a maior parte das vezes, no escurinho do cinema, na mesa de café, a salvo de terem de dar a cara, que é, com todos os defeitos, o que fazem os outros: políticos, os jornalistas e as figuras públicas.
“Calados, mudos,
no buraco metidos,
sem coragem de nos mexermos,
de medo transidos,
sempre despertos os cinco sentidos
não cheguem lá fora os ruídos
do mastigar das migalhas
das mesas caídas;
a vida cobarde a toda a hora agradecida,
como esmola recebida …
isto não, não é vida!”
Joaquim Namorado, in Incomodidade, apanhado no Almocreve






3 respostas so far ↓
Jorge C. // 30 Julho 2007 às 30346 pm
Contra o anonimato marchar, marchar!
filinto // 31 Julho 2007 às 80815 pm
A ideia é mais, não vamos atacá-los a eles apenas porque eles são os que dão a cara. Vamos ver o que está por detrás.
Jorge C. // 1 Agosto 2007 às 111109 am
Sim, mas isso já estás a ver ao questionar, sem ter necessariamente de bater e fugir.
Deixe um comentário