Jornada

Não fazer a guerra, fazer mal a guerra

7 Fevereiro 2007 · 2 Comentários

Irónica a notícia que o soldado Ehren Watada, que se recusou a ir combater no Iraque, e assumiu essa responsabilidade enquanto membro do exército dos Estados Unidos por razões que decerto todos compreendemos — escrevo “todos” porque até os, tantos, que estavam a favor da guerra do Iraque na altura agora estão contra — mas que poucos confrontaram de forma tão pessoal, está agora em tribunal militar para responder pelo seu acto de rebeldia, tendo o apoio dos “pacifistas”.

É não é o facto de a notícia aparecer no dia em que se sabe da morte de mais um soldado por fogo amigo que a torna tão irónica, é saber que por se recusar a ir combater uma guerra injusta, injustificável, terrorista, opressiva e com hidden agenda, o soldado Ehren Watada pode ficar mais anos preso, quatro, do que a soldado Lynndie England, autora das sevícias e torturas em Abu Ghraib, que levou três anos de cadeia.

Categorias: EUA · Futuro · Guerra · Politik

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