Vende-se, um espaço no meu corpo
No início eram os promotores do comércio que colocavam uns cartazes amarrados com umas cordas e circulavam pela rua (ainda há um, aqui no Porto, a fazer publicidade a uma ourivesaria). Depois surgiram os fatos (a galinha do KFC, o crocodilo de uma hamburgaria qualquer) promovendo os restaurantes, por exemplo, ou protestando contra eles. O homem acabava por ser ele mesmo veículo da publicidade e ganhava com isso. Claro que, paralelamente, vamos, todos, fazendo publicidade a esta ou aquela marca (nas camisolas, nas calças, nas carteiras) sem receber nada por isso.

Com o advento da Internet popularizada a imaginação desbravou campos completamente desconhecidos. Primeiro, em Janeiro do ano passado, Andrew Fisher, de 20 anos, decidiu colocar, através do eBay o espaço da sua testa à venda. Durante 30 dias, o jovem andaria com “uma tatuagem temporária na testa e pode ser algo que eles escolham, o nome de uma empresa ou um endereço eletrônico, talvez seu logotipo”, disse à BBC.
Andrew Fisher ganhou 37 mil dólares e ficou para a história. Entretanto, um estudante belga vendeu igualmente a sua testa para publicidade de forma a conseguir patrocinar a festa de 20.º aniversário… e ele esperava ganhar 200 euros.
Por muito menos que Andrew, Asia Francis vendeu um espaço temporário da sua barriga de grávida também para publicidade. Valeu mil dólares, com a empresa “patrocinadora” a ver direito o seu nome transmitido no site da internet que transmitiu o parto (e entretanto pela televisão que achou óbvio interesse noticioso e… fez publicidade).

Já esta semana fiquei a conhecer o caso de Natasha, a jovem russa que está à espera de pagar os seus estudos e ajudar a família vendendo parte do seu corpo em anúncios. COmeçou por tentar o eBay, mas entretanto já tem o seu próprio site.

E o post volta ao início. No início eram os cartazes de rua, no fim será a lingerie de rua. mas é má publicidade, embora se fique a saber a marca não se chega a perceber qual é o produto.
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